terça-feira, 31 de julho de 2012

A MULHER DO FLUXO DE SANGUE.




A MULHER DO FLUXO DE SANGUE.


Matheus 9.18-26 / Marcos 5.21-34 / Lucas 8.40-56
E um texto bem conhecido dos evangelhos por demonstrar o poder de cura de Jesus, mas não foi apenas isso que Jesus proporcionou para aquela mulher.
Veremos agora alguns pontos a serem destacados nesse texto que talvez não tenhamos notado ao apenas ler.

O 1º ponto a destacar a respeito dessa mulher é que ela ESTAVA. (verbo indicativo)

·         Ela estava pobre.

Quando o texto diz que ela gastou tudo o que tinha para achar a cura, o texto ta querendo dizer que ela deve ter gasto muito dinheiro para tal, ela tinha muito dinheiro e não se importou de gastar tudo que tinha pra se curar, então ela ficou pobre.


·         Ela estava SÒ.

O texto não diz que alguém a incentivou, ou que alguém a impulsionou, que alguém a levou a Jesus. Uma mulher com a doença dela era banida de quase tudo que era comunitário por ser considerada imunda. Provavelmente ela tinha sido casada e agora estava abandonada!
 

·         Ela estava doente.

Sabemos que ela padecia de hemorragia, e essa era a doença, mas essa hemorragia poderia ter causado outras doenças recorrentes. Poderia ter causado é a anemia que pode causar falta de ar e ataque o coração levando a morte. Ela provavelmente era uma pessoa fragilizada fisicamente, qualquer pequeno esforço poderia causar grandes ataques de falta de ar e desmaios.


·         Ela estava com medo.

O medo costuma paralisar as pessoas, as impedem de agir como deveria, de crer, de esperar. Todos nós temos medo, é natural, quando nos sentimos ameaçados ou sozinhos, e apesar de todos esses estágios essa mulher foi tão especial que foi registrada 3 vezes nos evangelhos.
 

O que ela ERA. 

·         Ela era rica. Ela podia estar pobre de dinheiro, mas era rica de fé, ela tinha o que o dinheiro não podia dar a solução do problema mesmo sendo pobre ela poderia ocorrer através da fé. O fato de perder tudo não diminuiu a fé e a esperança de algum dia ela ser curada.


·         Ela era lembrada. O texto diz que ela ouviu falar de Jesus, alguém se lembrou dela a ponto de ir ao encontro dela pra levar as boas novas E isso aconteceu porque Deus também se lembrava dela, Deus não a esqueceu. O texto diz que ela gastou muito com os médicos, não diz nada sobre ter procurado a cura em Deus ou no campo espiritual, mas se buscou, buscou errado ou em lugares errados porque ela ainda estava doente.


·         Ela era mentalmente saudável. Uma pessoa na situação dela seria depressiva, carente, rabugenta, descrente, frustrada, perdida, fracassada, grosseira, ateia e etc. Mas a doença e a solidão não a tingiram na área das emoções e da razão. Ela não permitiu que a circunstância difícil acabasse com o que havia de saudável nela.
 

·         Ela era forte. Mesmo que o medo a intimidasse ela não se deixou levar por ele e quando ouviu de Jesus, ela ficou tão certa que nele estava à solução que disse em voz alta, que ele poderia curá-la. Talvez a pessoa nem tivesse dito do que ele fazia, mas talvez tenha dito apenas quem ele era, e ela creu e não apenas isso, ela foi ao encontro dela. Ela deve ter se camuflado pra passar despercebida na multidão e não ser expulsa de la. Ela venceu o medo porque sabia que valia a pena por Jesus.


Quando Jesus pergunta quem o tocou, e ele queria saber por que ele sabia que alguém que o tocara tinha sido transformado, a mulher hexita em responder.

Por quê? 

 Ela temia por sua vida, pois não deveria estar ali, e sabia que não podia morrer agora, pois havia sido curada, mas mal sabia ela que o que Jesus queria fazer era mostrar a todos que poderiam duvidar que o milagre realmente aconteceu na vida dela.

Quando vamos ao encontro de Jesus não recebemos o que esperamos, recebemos mais, Ele nos surpreende assim como surpreendeu aquela mulher, não apenas restaurou a saúde dela, mas lhe deu a dignidade de volta. Precisamos apenas ter a motivação e a atitude certa que Ele fará infinitamente mais por nós.


O que mais podemos compreender com esta mulher é que a vida nem sempre é justa com agente e vamos passar por situações difíceis talvez por muito tempo, talvez 12 anos, mas isso não pode matar a esperança, a perspectiva que ainda poderemos viver o milagre e quando esperamos em Cristo o milagre acontece de maneira muito melhor da que imaginávamos. Jesus a honrou expondo a todos o milagre, Jesus honrou porque ele via o que ela era, e não o que ela aparentava, os outros podia determinar como e onde andar mas não o que ela poderia ser, e tudo que enfrentou pra chegar a ele. Muitas pessoas estão na multidão e ate esbarram em Jesus, estão tão perto, mas não são com aquela mulher estão acessíveis a Jesus, mas não crêem com ela. Não o busca como ela e mesmo com barreiras ela acreditou.


Sejamos como aquela mulher e revelar o melhor de nos por Jesus!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

APRENDENDO COM OS ERROS



APRENDENDO COM OS ERROS Pois ainda que o justo caia sete vezes, tornará a erguer-se, mas os ímpios são arrastados pela calamidade. Provérbios 24:16
A pessoa que nunca cometeu um erro nunca fez nada. Thomas Edison, o famoso inventor, foi chamado muitas vezes de gênio, mas ele costumava dizer para si mesmo: “Gênio, coisa nenhuma! Não desistir é o que faz de alguém um gênio. Fracassei ao longo de minha jornada rumo ao sucesso.”

Se tivermos o estado de espírito certo, um erro pode se tornar um acidente valioso. Assim como Cristóvão Colombo, que partiu para a Ásia e descobriu a América. Ou como Ruth Wakefield, proprietária de uma pousada, que certo dia na década de 1930 decidiu assar alguns biscoitos amanteigados usando uma receita muito antiga. Ela picou uma barra de chocolate e acrescentou à massa, na expectativa de que o chocolate derretesse. Ao tirar a forma do forno, em vez de biscoitos de chocolate, ela encontrou biscoitos amanteigados repletos de gotas de chocolate. Desse erro surgiu um dos biscoitos prediletos dos Estados Unidos.

Os pequenos blocos para anotação de recados em cor amarela e com uma faixa adesiva, conhecidos como Post-it, surgiram através de um pesquisador da Companhia 3M que tentava aprimorar a fita adesiva. Outra cientista da 3M tentava criar uma borracha sintética para ser usada nas mangueiras de abastecimento de combustível de aviões. Certo dia, algumas das substâncias novas espirraram no tênis feito de lona de sua assistente e não puderam ser removidas. À medida que o tênis envelhecia, ficava desbotado, exceto no local em que a substância havia caído. Esse “erro” mais tarde se tornou o produto conhecido como Scotchgard, usado hoje para ajudar a prevenir que a sujeira manche o tecido.

A lista é enorme. Alexander Fleming descobrindo a penicilina, Charles Goodyear aprendendo a estabilizar a borracha, Wilson Greatbatch criando um marca-passo cardíaco aprimorado e possível de ser implantado. Todas essas descobertas surgiram através de “erros” em um nível ou outro.

Na vida cristã, ocorre algo muito semelhante. Deus deseja que cresçamos mediante Sua graça; por isso, não sabemos tudo. Caímos, e caímos de novo.

Às vezes ficamos perturbados mentalmente após cairmos. Mas Deus promete que, mesmo que caiamos sete vezes (ou 77), vamos nos levantar novamente. Sua graça nos toma pela mão, levanta-nos e coloca-nos de volta no caminho com mais maturidade. Ele deseja que aprendamos com os nossos erros.

Que Deus abençoe a sua semana em o nome de Jesus.
Abçs, Sandrão.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A VISÃO DO CÉU



A VISÃO DO CÉU O Senhor está no Seu santo templo; o Senhor tem o Seu trono nos Céus. Seus olhos observam; Seus olhos examinam os filhos dos homens. Salmo 11:4
Fico pensando como deve ser a vida na Terra sob a perspectiva de Deus, da sala do trono do Universo, onde, como o poeta Milton escreveu:

Milhares se apressam a atender o Seu comando sobre a terra e o oceano, sem descanso.

Quão estranhas, pervertidas, distorcidas e débeis devem parecer as nossas ações!

Recentemente me deparei com uma notícia que, para mim, parecia ser piada. Mas não era, e mal posso conter o riso ao partilhá-la. O governo do estado de Oklahoma, Estados Unidos, declarou ilegal a briga de galos em 2002. E fez bem; trata-se de uma atividade cruel em que os galos usam as esporas e o bico para se mutilarem até a morte, enquanto os espectadores humanos apostam no resultado. A proibição desse “esporte” paralisou a indústria da briga de galos no equivalente a 100 milhões de dólares, de acordo com um senador e defensor de longa data da disputa sangrenta. Ele criou um plano para trazê-la de volta à ativa.

Ele propôs que os galos usassem pequenas luvas de boxe acopladas às esporas (não estou inventando isso) para que as aves pudessem “esmurrar-se” sem se machucar! O que o senador planejava fazer com o bico, se é que tinha um plano para isso, o noticiário não informou. Será que os galos usariam proteções nos bicos também?

A história não para por aqui. De acordo com o plano do senador, os galos usariam coletes apropriados, munidos de sensores eletrônicos que registrariam os golpes e ajudariam a marcar os pontos para determinar o vencedor. Você consegue imaginar a cena? Galos vestidos com coletes e luvas de boxe se atacando? Hilário!

O que não é hilário são as pessoas no estado de Oklahoma, e em cada estado e país, que lutam pela sobrevivência a cada dia e a cada noite. Pais solteiros, aflitos com a situação dos filhos. Preocupações em ganhar o dinheiro do aluguel ou da próxima parcela do financiamento. Pessoas lutando contra enfermidades. Medo da violência. Tantas pessoas sobrecarregadas com preocupações, procurando uma saída ou mesmo um raio de esperança. Tanto a fazer, tantas coisas que precisam ser consertadas!
E os governantes perdendo tempo em discutir a possibilidade de colocar coletes e luvas de boxe em galos!

Ora, vem, Senhor Jesus, e arruma esse caos!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

ELE EXPERIMENTOU A MORTE



ELE EXPERIMENTOU A MORTE Vemos, todavia, Aquele que por um pouco foi feito menor do que os anjos, Jesus, coroado de honra e de glória por ter sofrido a morte, para que, pela graça de Deus, em favor de todos, experimentasse a morte. Hebreus 2:9
O que o apóstolo quis dizer ao afirmar que Jesus “experimentou” a morte? Crisóstomo, pregador famoso e eloquente dos primeiros séculos do cristianismo, interpretou essas palavras de forma muito interessante. Ele relacionou Jesus a um médico que, a fim de encorajar o paciente a tomar o remédio amargo, encosta os lábios no copo e toma um golinho. Assim, argumentou Crisóstomo, Jesus experimentou apenas o suficiente da amargura da morte para saber como é.

Crisóstomo foi um grande pregador, mas interpretou muito mal esse texto. Jesus não tomou apenas um gole do cálice da morte; Ele bebeu tudo até o fim. Por meio da palavra “experimentar”, o apóstolo tentou nos dizer que Ele realmente morreu, realmente experimentou a morte. Observe-O no Jardim do Getsêmani, lutando em oração diante da rejeição, da crueldade e dos açoites que O aguardam, especialmente da separação do Pai ao ser pendurado na cruz do Calvário. Observe-O agonizando em oração, rogando por outro caminho. Ouça o rogo melancólico, proferido três vezes: “Meu Pai, se for possível, afasta de Mim este cálice; contudo, não seja como Eu quero, mas sim como Tu queres” (Mt 26:39). Mas isso era impossível, se desejava ganhar o mundo de volta para Deus. Assim, Ele aceitou o cálice, escolheu a morte, morreu só, morreu por todos. Ele experimentou a morte – não apenas a morte física, mas o horror da separação de Deus, que a Bíblia chama de “segunda morte” (Ap 20:6).

O apóstolo nos diz que Jesus experimentou a morte “pela graça de Deus”. Acho estranha essa expressão. O favor de Deus levou Jesus à morte. Apesar de a maioria dos manuscritos antigos trazerem essa expressão, alguns dos primeiros manuscritos apresentam uma variante surpreendente. Em vez de “pela graça de Deus”, estão as palavras “sem Deus”.

A mudança envolve apenas duas letras do alfabeto grego. O que parece é que algum escriba, provavelmente no segundo século, mudou duas letras ao copiar o texto. Talvez tenha achado a ideia de Jesus morrer “sem Deus” muito difícil de compreender e fez a mudança para “pela graça de Deus”.

Mas Jesus realmente morreu sentindo-Se totalmente sozinho, totalmente esquecido. “Meu Deus! Meu Deus! Por que Me abandonaste?” (Mt 27:46). 
Jesus foi capaz de chegar a tal ponto por você e por mim!


quarta-feira, 25 de julho de 2012

O MOMENTO MAIS GRANDIOSO



O MOMENTO MAIS GRANDIOSO

Levante-se, refulja! Porque chegou a sua luz, e a glória do Senhor raia sobre você. Isaías 60:1

Com o destino incerto da França em 1940, houve uma evacuação em massa das tropas britânicas e aliadas de Dunkirk. Aproximadamente 350 mil forças armadas fugiram para a Inglaterra. Com excesso de soldados e armas, eles fugiram em qualquer coisa que pudesse flutuar.

Os ingleses comemoraram como se tivessem conquistado uma grande vitória. Mas o primeiro-ministro Winston Churchill os levou de volta à realidade. Em 4 de junho ele declarou na Câmara dos Comuns: “Não se vence a guerra batendo em retirada.”

Em seguida, Churchill proferiu um discurso magnífico, que é considerado por alguns o maior discurso dos últimos mil anos: “Não desanimaremos ou fracassaremos. Avançaremos até o fim. Lutaremos na França, lutaremos nos mares e oceanos, lutaremos cada vez com mais convicção e força no ar, defenderemos a nossa ilha, não importa o quanto custe, lutaremos nas praias, lutaremos nas áreas de pouso, lutaremos nos campos e nas ruas, lutaremos nas colinas; jamais nos entregaremos.”

Exatamente duas semanas mais tarde, em 18 de junho de 1940, a Inglaterra se preparava para a invasão pelo ar. Churchill discursou novamente no Parlamento. “Desta batalha depende a sobrevivência da civilização cristã. [...] Toda a fúria e o poder do inimigo em breve se voltarão contra nós. [...] Preparemo-nos, portanto, para o nosso dever, conscientes de que, se o Império Britânico e sua comunidade durarem por mil anos, homens ainda dirão: ‘Esse foi o momento mais grandioso deles.’”

Como seguidores de Jesus Cristo, chegamos ao auge da história. As forças do mal estão se posicionando para a última batalha da Terra. Que tipo de homens e mulheres seremos nós numa época como essa?

“A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Educação, p. 57).

Armados com a graça de Deus, podemos de fato nos levantar e refulgir. “Sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a Sua glória se vê sobre ti” (Is 60:2, ARA). Esse será o nosso momento mais grandioso.

(JOHNSSON, William G.

terça-feira, 24 de julho de 2012

O PROFETA CRIADOR DE GADO



O PROFETA CRIADOR DE GADO Mas o Senhor me tirou do serviço junto ao rebanho e me disse: “Vá, profetize a Israel, o Meu povo.” Amós 7:15
Entre os extraordinários profetas hebreus do sétimo e oitavo séculos a.C., nenhum é mais surpreendente do que Amós. A seu respeito, sabemos apenas aquilo que ele nos conta, que é bem pouco; mas o suficiente para esboçarmos o perfil da pessoa maravilhosa que ele foi.

As palavras de abertura de seu livro nos dizem que Amós foi “criador de ovelhas em Tecoa” (Am 1:1). Mais tarde, ele nos conta que costumava cuidar de gado e colher figos silvestres (Am 7:14). Pela última atividade mencionada, podemos entender que ele colhia figos silvestres para uso próprio ou que os cultivava para outros. Os figos silvestres, inferiores ao figo verdadeiro, precisam ser perfurados algum tempo antes da colheita a fim de se tornarem comestíveis.

Entendemos o contexto. Amós tinha origem simples. Supria com dificuldade suas necessidades. Os ofícios que desempenhava eram básicos, diretamente ligados à terra.

Amós não podia responsabilizar os laços familiares ou a educação que recebera por seu chamado. “Eu não sou profeta nem pertenço a nenhum grupo de profetas” (v. 14). Naquela época havia escolas de profetas, além de uma classe de profetas profissionais que servia aos interesses do monarca, em vez dos interesses do Senhor.

Apesar de Amós talvez não possuir as referências que os seus contemporâneos buscavam, contava com a maior qualificação de todas para ser um profeta, a única característica que, por sua ausência, fez com que todos os outros profetas de seu tempo fossem inúteis: o Senhor colocou a Sua mão sobre ele. “O Senhor me tirou do serviço junto ao rebanho e me disse: ‘Vá, profetize a Israel, o Meu povo’” (v. 15).

Assim, Amós deixa o gado e viaja para o reino do norte de Israel, local em que proclama a destruição iminente por causa dos pecados do rei e do povo. Ali ele se mete em dificuldade com Amazias, o sacerdote do santuário em Betel. Amazias tenta fazer com que o rei, Jeroboão III, expulse Amós. “Vá embora, vidente!”, ordena. “Vá profetizar em Judá; vá ganhar lá o seu pão” (v. 12).

Amazias era pago para falar o que o rei e o povo queriam ouvir, e avaliou Amós baseando-se em si mesmo. Mas estava errado.

O Senhor ainda coloca a Sua mão sobre homens e mulheres. Ele os chama de suas atividades cotidianas e diz: “Vá, fale em Meu nome”, e concede graça para que a missão seja cumprida.

Amém, irmãos. Que Deus abençoe a todos e que possamos refletir em nossas vidas.
Abs, Sandrão.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

AS FASES DE NOSSA VIDA CRISTÃ




Semeiem a retidão para si, colham o fruto da lealdade, e façam sulcos no seu solo não arado; pois é hora de buscar o Senhor, até que Ele venha e faça chover justiça sobre vocês. Oseias 10:12
Em nossa vida cristã passamos por estações espirituais. São momentos característicos em nosso relacionamento com Deus.

A primavera da alma nos encontra repletos de energia e entusiasmo, ardentes em nosso primeiro amor, cheios de alegria pela descoberta das riquezas da graça.

No verão, nosso poder espiritual aumenta e amadurece à medida que o Senhor nos conduz a novos e empolgantes vislumbres de Sua glória.

O fruto do Espírito atinge o auge de sua doçura no outono, época em que o julgamento e o discernimento espiritual nos capacitam a ver com clareza e a proclamar prontamente os valores do Céu.

No inverno, nossa vida está protegida com o branco puro da justiça de Cristo, corrigindo as nossas imperfeições, eliminando a sujeira e a feiura. Por baixo dessa proteção, a vida está em atividade e crescimento, preparada no bom tempo de Deus para romper no glorioso espetáculo da primavera.

Há outras maneiras de encarar as estações da alma, claro. O inverno pode nos encontrar congelados e sem vida, a força da vida espiritual está aparentemente enterrada por baixo do peso da negligência e de oportunidades perdidas. No outono podemos agir de forma cansada e indiferente. Até mesmo no verão podemos despender todas as energias em fazer o trabalho do Senhor para a exaltação do nosso próprio ego em vez de colocarmos o Senhor e o Seu reino em primeiro lugar.

Passamos pelas estações da alma, às vezes progredindo à medida que o Senhor nos conduz da primavera para o verão, em seguida para o outono e depois para a beleza do cenário do inverno. Infelizmente, saltamos de um lado para o outro. O caminho de nossa vida espiritual é cheio de curvas e sequências de altos e baixos, em vez de uma linha reta em direção à plenitude de vida em Cristo. Começamos bem, mas recuamos. Nossas decisões são frágeis e inconstantes.

Esse não é o modo do Senhor agir, mas nosso. Somos fracos, falhos. Mas Ele é bondoso e paciente. Ele está atento a tudo o que ocorre em nossa vida, não apenas às ocasionais ações de bondade ou maldade, e isso é o que conta. Ele nos educa, molda-nos e aperfeiçoa-nos como joias para a glória eterna. Busquemos a Deus hoje de todo o coração.

Abraços e uma´semana de vitórias a todos vcs, Sandrão.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A RAINHA ESTHER



CHAMADA PARA O REINO Pois, se você ficar calada nesta hora, socorro e livramento surgirão de outra parte para os judeus, mas você e a família do seu pai morrerão. Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha? Ester 4:14
Em todo o livro de Ester não encontramos nem uma menção sequer ao nome de Deus. No entanto, o livro brilha com o senso da providência divina. Apesar do plano secreto de Hamã e os inimigos dos judeus para aniquilar o povo de Deus, “por trás do desconhecido estava Deus entre as sombras, com o olhar atento sobre os Seus” (James Russell Lowell).

A história prossegue de forma mais estranha do que a ficção. Uma série de improbabilidades dramáticas e coincidências surpreendentes levam a princípio ao senso de destruição iminente; mas, depois, finalmente a situação se reverte para os “caras maus”, quando o povo de Deus é libertado.

A rainha Vasti desafia a ordem do rei para comparecer ao banquete que preparou para seus oficiais bêbados. Do ponto de vista moral, Vasti agiu corretamente – recusou-se a ser explorada como objeto sexual. Foi um ato de coragem extraordinária, e que lhe custou o reino.

Da confusão causada pela deposição de Vasti, uma serva hebreia, pobre, sem família imediata, mas linda, é levada ao palácio. Ela sai da obscuridade para o império. Será que permanecerá fiel aos princípios que aprendeu na infância com o primo Mardoqueu?

Ao mesmo tempo, se desenvolve a rivalidade entre Mardoqueu e Hamã, o agagita. O rei promove Hamã para um alto cargo de prestígio, mas Mardoqueu se recusa a prestar homenagem e se curvar perante ele. Furioso, Hamã arma um esquema para destruir não apenas Mardoqueu, mas a população judaica inteira.

Esse é um daqueles momentos em que a história prende a respiração. O cenário está pronto. Quem dará um passo à frente para mudar a direção para o lado certo? Mardoqueu confia em Deus; Ele proverá livramento. Porém, o meio mais indicado que Mardoqueu consegue enxergar é através de sua filha adotiva, colocada em posição de grande influência para esse momento. O plano é arriscado; Ester pode perder a vida ao entrar na presença do rei sem ser convidada. “Se eu tiver que morrer, morrerei”, ela diz (Et 4:16), e segue para o seu destino.

Nós também temos um encontro com o destino. Deus quer nos usar hoje para cumprir os Seus propósitos. Pense nisso.
Abraços e ótimo final de semana, Sandrão.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

OS PROFETAS DO SENHOR



OS PROFETAS DO SENHOR
 [Ele] levou tudo. Também tomou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito. Em lugar deles, fez o rei Roboão escudos de bronze, e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam a porta da casa do rei. 1 Reis 14:26, 27 O rei Salomão fez 200 escudos grandes, cada um com cerca de sete quilos de ouro batido. Ele também fez 300 escudos pequenos, cada um com cerca de um quilo e setecentos gramas de ouro batido. A quantidade total de ouro nos escudos de Salomão pesava mais de dois mil quilos, uma verdadeira fortuna na moeda moderna (1Re 10:16, 17).
O filho de Salomão, Roboão, sucedeu o pai no trono de Israel e em todos os aspectos provou ser um monarca inferior. Por ser precipitado, perdeu quase todo o reino. Dez tribos se independeram, deixando para trás apenas Judá e Benjamim. Roboão decaiu espiritual e politicamente. No quinto ano de seu reinado, Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalém e levou consigo todos os tesouros do Templo e do palácio real, incluindo os escudos de ouro que Salomão tinha feito. Roboão fez escudos de bronze para substituí-los. A substituição resume o declínio de todo o reino. A glória havia passado.

Façamos um inventário de nosso tesouro espiritual. “Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos”, diz o apóstolo Paulo (2Co 13:5). Será que de alguma forma trocamos a glória de Jesus, cheio de graça e verdade, por substitutos?

Porque a graça é totalmente diferente do mundo que nos cerca – a maneira que Deus nos aceita e trata é totalmente diversa da maneira que as pessoas se relacionam –, facilmente a perdemos. Tendo começado com a graça (assim como os gálatas), escorregamos para um misto de graça e obras, o que não é graça.

Em nossa experiência espiritual, colocamos os escudos de bronze da observância formal, hábitos e formas de adoração previsíveis no lugar da vida diária e vital de comunhão com Deus. Polimos o bronze até ficar brilhante, mas ainda assim continua sendo bronze, não ouro.

Amontoamos livros, sermões, CDs, vídeos e DVDs sobre Deus e pensamos que possuímos uma despensa repleta de alimento espiritual para a alma. Negligenciamos, porém, o ouro, que é encontrado apenas no estudo pessoal da Palavra de Deus feito com oração. O opróbrio do cristianismo hoje é que muito do que é dito e feito em nome do humilde Mestre de Nazaré nega quem Ele foi e o que Ele defendeu. Escudos de bronze em vez de ouro.
 
Que isso não aconteça comigo, querido Deus!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

UM HOMEM COM UMA MISSÃO



UM HOMEM COM UMA MISSÃO

Porém, intentavam fazer-me mal. Enviei-lhes mensageiros a dizer: “Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria a obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?” Neemias 6:2, 3, ARA
Ele cavalga à noite por entre as ruínas. Silenciosamente percorre a cidade, passa por escombros, muros despedaçados, portões destruídos. À medida que cavalga, faz uma profunda reflexão. O período da noite é um bom momento para avaliar a situação, pesar as possibilidades. Ele começa a ver com clareza o que deve ser feito e sua função nessa obra, se quiser vê-la concluída.

O cavaleiro é Neemias, um homem com uma missão, e um dos meus personagens bíblicos prediletos. Ele abriu mão da posição de conforto e honra no palácio do rei persa Artaxerxes para tentar ajudar o seu povo, o remanescente que retornou a Israel. A situação é deplorável: os muros de Jerusalém estão destruídos, os portões queimados, o povo desanimado.

O plano de Neemias: reconstruir Jerusalém. Não será fácil. Há poucas pessoas disponíveis. Os habitantes das terras vizinhas se opõem ao projeto. Alguns dos próprios judeus contraíram matrimônio com as pessoas das terras vizinhas e se aliaram a elas.

Neemias, porém, é um homem de oração. Seu livro está entrelaçado com orações. Ele registra as petições silenciosas que fez a Deus ao se deparar com decisões cruciais. Ele também é um homem de muita fé. “O Deus do Céu é que nos fará prosperar”, foi a resposta que deu aos que se opuseram ao projeto de reconstrução (Ne 2:20). De sua vida de oração e fé nasceu uma visão. Neemias viu com muita clareza o que precisava ser feito e não perdeu tempo em colocar a “mão na massa”. Animou o povo a trabalhar – sacerdotes, artesãos, mercadores. Todos ajudaram (o capítulo 3 apresenta a lista de nomes).

Os inimigos não gostaram da iniciativa. Começaram a zombar e a ridicularizar: “Ainda que edifiquem, vindo uma raposa derrubará o seu muro de pedra” (Ne 4:3). Por meio dos simpatizantes que haviam conquistado entre os judeus, os inimigos disseminaram dúvidas e rumores. Planejaram atacar; Neemias designou guardas para proteger os lugares vulneráveis.

Tentaram intimidar Neemias. “Vem, encontremo-nos”, disseram (Ne 6:2). Mas Neemias respondeu: “Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer” (v. 3).

Que homem! Um homem com uma missão! Indesviável de seu dever. Seu exemplo ainda é válido para homens e mulheres de Deus hoje.
Abraços, Sandrão.