quinta-feira, 30 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Eu vos envio a vós
"Eu
vos envio a vós"
Deus enviou
seu Filho “para que todo aquele que nEle crê” tenha Vida eterna (João 3.16).
Deus deu exemplo de obra missionária. Deus enviou José ao Egito, como escravo,
por amor ao seu povo. Disse José a seus irmãos: “Deus me enviou adiante de vós
a fim de conservar vossa sucessão na terra, e para guardar-vos em vida por um
grande livramento” (Gn 45.7).
Deus enviou e capacitou Moisés para tirar seu povo da escravidão do Egito (Êxodo
3.14-15). Moisés, ao aproximar-se da terra prometida, enviou homens para
espiarem a região. A maioria mostrou-se temerosa, pois havia em Canaã muitos
gigantes e as cidades eram fortificadas. Mas Calebe, colocando a confiança somente
no Senhor, disse: “Subamos corajosamente e tomemos posse dessa herança, pois
certamente prevaleceremos contra ela” (Numeros 13.30).
Deus enviou Gideão para vencer os midianitas. Inicialmente, Gideão levantou um
exército de 32.000 homens, mas com a ajuda de Deus somente 300 foram
suficientes. Diante do receio de Gideão, Deus disse-lhe: “Vai nesta tua força e
livrarás a Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu?” (Juizes
6.14). Jesus enviou os doze para pregar o evangelho nas cidades e povoados, e
deu-lhes poder sobre os espíritos imundos (Marcos 6.7, 8.13). Enviou também 70
discípulos com a mesma finalidade (Lucas 10.1).....
Nós o povo de Deus precisamos
continuar a marcha missionária de Jesus. Ele nos deixou um mandamento: “IDE POR
TODO O MUNDO, PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA” (Marcos 16.15). “IDE, ENSINAI
TODAS AS NAÇÕES, BATIZANDO-AS EM
NOME DO PAI , E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO” (Mt 28.19).
Todos os crentes devem continuar a obra de evangelização iniciada por Jesus e
continuada pelos discípulos. “COMO O PAI ME ENVIOU, EU VOS ENVIO A VÓS” (João
20.21,22). Os que são enviados recebem a devida capacitação. Assim Deus fez com
Moisés, José e Gideão. Assim fez Jesus com seus discípulos e faz conosco em
nossos dias. A vitória não está em nossa inteligência, em nosso poder de
comunicação, em nosso conhecimento da Bíblia, lógico que tudo isso ajuda, mas somente
a presença atuante de Deus garante a nossa vitória. Podemos cumprir nosso
chamado evangelístico através de um pequeno grupo de pessoas como o Discipulado
ou Células, Deus vai operar maravilhas neste lugar.
As dificuldades são
muitas; muitas serão as barreiras, portas se fecharão; palavras grosseiras
ouviremos, mas “maior é o que está em nós”. Nada deve fazer diminuir nosso
ânimo e alegria em servir a Cristo. Muito mais Ele sofreu por nós. Sejamos como
Calebe: Venceremos os gigantes.
Sabem porque muitos de
nós tem dificuldades em cumprir o mandamento do evangelismo? A bíblia nos diz
em 2º Coríntios 4 que para que
possamos dar frutos, precisamos morrer pra nós mesmos e sofrer como
Jesus.......
Pois Jesus está voltando !!!
Esse mesmo Jesus que predisse sua própria morte, e
ressurreição ao terceiro dia, prometeu
retornar para buscar a Sua igreja. Por tudo o que lemos, não temos dúvida
de que a profecia sobre o Seu retorno se cumprirá? Vejamos o que Ele prometeu:
“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todos os povos da terra se
lamentarão e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e
grande glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clamor de trombetas, os
quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra
extremidade dos céus” (Mt 24.30-31).
“E quando eu me for, e vos tiver preparado um lugar, virei novamente, e vos
levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo 14.3 -
A Bíblia de Jerusalém).
“Venho logo! Segura com firmeza o que tens para que ninguém tome a sua coroa”
(Ap 3.11 – ABJ).
“Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia
deste livro” (Ap 22.7).
“Eis que eu venho em breve, e trago
comigo o salário para retribuir a cada um conforme o seu trabalho” (Ap
22.12- ABJ).
“Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente cedo venho” (Ap 22.20).
Vem Senhor Jesus!!!!
quarta-feira, 15 de maio de 2013
OLHANDO PARA FRENTE
OLHANDO PARA FRENTE
"Olhe sempre para a frente, mantenha o olhar fixo no que está adiante de você. Veja bem por onde anda, e os seus passos serão seguros". (Provérbios 4:25, 26 NVI)
O texto é bem claro: "Olhe sempre para a frente, mantenha o olhar fixo no que está adiante de você...".
O diabo, nossa alma e até pessoas inspiradas pelo inferno, sempre vão querem roubar o nosso foco motivacional de vida, que é sempre olhar fixamente para futuro glorioso que nos espera em Jesus... O segredo para desmotivar alguém é simples, é só conseguir que esta tire os seus olhos do futuro que Deus tem pra ela, sendo assim, esta pessoa perde a motivação de vida! Se hoje você hoje estiver com seus olhos fechados para o futuro de Deus para você, com certeza vc deve estar desmotivado com a sua própria vida... Para mudar isso é necessário que vc mude seu olhar focando no futuro, idealizando-se vivendo todas as promessas de Deus para sua vida!
Outra coisa muito importante neste lindo texto, é que vc deve olhar fixamente para o futuro, sem deixar de estar atento ao caminho!! Quem olha para um ponto fixo sem scanear o trajeto, geralmente cai na primeira irregularidade do caminho!
Olhar fixamente para o futuro não é fechar os olhos para o caminho até o alvo, mas sim, não deixar o alvo se tornar secundário diante dos obstáculos do caminho!!
"Olhe sempre para a frente, mantenha o olhar fixo no que está adiante de você. Veja bem por onde anda, e os seus passos serão seguros". (Provérbios 4:25, 26 NVI)
O texto é bem claro: "Olhe sempre para a frente, mantenha o olhar fixo no que está adiante de você...".
O diabo, nossa alma e até pessoas inspiradas pelo inferno, sempre vão querem roubar o nosso foco motivacional de vida, que é sempre olhar fixamente para futuro glorioso que nos espera em Jesus... O segredo para desmotivar alguém é simples, é só conseguir que esta tire os seus olhos do futuro que Deus tem pra ela, sendo assim, esta pessoa perde a motivação de vida! Se hoje você hoje estiver com seus olhos fechados para o futuro de Deus para você, com certeza vc deve estar desmotivado com a sua própria vida... Para mudar isso é necessário que vc mude seu olhar focando no futuro, idealizando-se vivendo todas as promessas de Deus para sua vida!
Outra coisa muito importante neste lindo texto, é que vc deve olhar fixamente para o futuro, sem deixar de estar atento ao caminho!! Quem olha para um ponto fixo sem scanear o trajeto, geralmente cai na primeira irregularidade do caminho!
Olhar fixamente para o futuro não é fechar os olhos para o caminho até o alvo, mas sim, não deixar o alvo se tornar secundário diante dos obstáculos do caminho!!
Pr Willian Leite
Deus abencoe a todos!!!
Um excelente dia!!!
Deus abencoe a todos!!!
Um excelente dia!!!
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Ética e Esperança na Igreja no Brasil
Ética e Esperança
na Igreja no Brasil
Ariovaldo Ramos
" Vós não sabeis de que espírito sois. " disse Jesus em Lc 9.55, aos irmãos Tiago e João, que, quando perceberam que uma aldeia de Samaria se recusava a permitir a passagem de Jesus, perguntaram-lhe se gostaria que pedissem ao Pai que mandasse fogo do céu para destruir aquela vila. Jesus explicou que o filho do homem não veio para destruir o alma dos homens, mas para salvá-los.
Jesus estava ensinando ética para os seus discípulos. O que eles sugeriram não combinava com caráter da obra, da pessoa e da natureza de Cristo. Ética é isso, a coerência entre meio e o fim. Sei que há muitas outras definições possíveis, mas, ficarei com esta, que aponta para a finalidade e a natureza como norte. O meio pode ser um pensamento, uma motivação, uma atitude, um ato, etc..
Tiago e João faltaram com a ética porque não entenderam quem eram, portanto, não sabiam como se portar. Porque quem não sabe quem é e para o que existe, não sabe o que pensar, que motivação deve ter ou aceitar, que atitude deve acalentar, que ação deve tomar. Jesus, ao contrário desses discípulos, sabia quem era, se chamou de o filho do homem, sabia que era o grande representante da humanidade, o modelo de gente e o único caminho para a nossa salvação. Jesus sabia, assim, exatamente, como deveria se portar em todos os sentidos.
Para falar sobre a relação entre a igreja e a ética, temos de entender o que é a igreja. A igreja é a comunhão dos seres humanos que receberam a mesma revelação que Pedro e que, portanto, adora a Jesus. A revelação que Pedro recebeu foi de que Cristo é o filho do Deus vivo, portanto, é Deus, e Deus a gente adora. Adorar a Cristo é proclamá-lo, ele, a encarnação da virtude de Deus e imitar Jesus de Nazaré. Porque o João disse que quem diz estar nele deve andar como ele andou, e Paulo disse, de si mesmo, que ele era um imitador de Cristo, e que nós deveríamos seguir seu exemplo, disse, também, que vivia para anunciá-lo.
Assim, a igreja é a comunhão de pessoas que, individual e comunitariamente, no poder do Espírito, imitam e anunciam a Jesus de Nazaré, o Cristo, no seu dia-a-dia, em tudo o que fazem. O Cristo que a gente imita é o Cristo que habitou entre nós. Porque Paulo disse que a gente devia contemplar a glória do senhor e não o senhor da glória; e a glória do senhor é Jesus de Nazaré, o Cristo, fazendo da vontade e comunhão com Deus a sua comida e bebida, e andando por todos os lugares fazendo o bem para todas as pessoas.
Também, temos de nos lembrar de que, quando João estava nas regiões celestes chorando porque não havia quem pudesse tomar o livro da mão daquele que estava sentado no trono, um ancião apontou para ele o leão da tribo de Judá, porém, tudo o que ele conseguiu ver foi o Cordeiro que foi morto. O céu pode falar do leão, porém, a gente só vê o Cordeiro, se temos de imitar alguém, só podemos fazer isso em relação a alguém que a gente pode observar, e a gente vê o Cordeiro, portanto, só dá para imitar o Cordeiro.
A espiritualidade cristã não é a do leão mas, a do Cordeiro. Isso deveria influenciar a nossa liturgia, de modo que tanto as nossas músicas como os demais movimentos litúrgicos deveriam nos mostrar o Cordeiro, que foi morto e que ressuscitou ao terceiro dia, em sua devoção ao Pai e serviço aos homens.
A igreja também é um homem coletivo, Paulo disse que Jesus Cristo criou, nele mesmo, um Novo Homem, esse novo homem é fruto da reconciliação entre judeus e gentios. Recordemos que, para a mentalidade judaica, o mundo estava dividido em dois grupos: judeus e gentios. O que os separava era a compreensão e o relacionamento com Deus, os judeus sabiam de tudo sobre Deus e com ele tinham comunhão, os gentios, por sua vez, não tinham nada, estavam sem Deus no mundo e, portanto, sem senso de finalidade e sem esperança. Jesus Cristo ao apresentar-se a ambos como a única possibilidade de realmente se ter acesso às promessas de Deus, colocou-os numa mesma base, acabou a briga, tanto um quanto o outro precisam de Cristo para ter Deus.
A medida que judeus e gentios vão admitindo isso, e se rendendo a Jesus, passam a formar a nova humanidade, porém, com uma diferença significativa em relação a anterior, são habitação do mesmo Espírito e passam a se amar tanto que essa unidade, o homem coletivo, fruto desse Espírito, aparece. E a imagem e semelhança da Trindade é plenamente manifestada.
Então, viver a Igreja é fomentar o surgimento dessa comunidade que manifesta essa unidade. Isso, também, deveria dar o tom de nossa liturgia; vocês já se deram conta de quantas músicas nós cantamos enfatizando a primeira pessoa do singular, eu, eu, eu... onde está o nós?, quando vamos aprender a nos ver a partir da comunidade?
E tem mais, a igreja também está identificada com o Reino de Deus. Em Daniel o Reino é um domínio exercido por um povo que nunca o perderá; em Apocalipse é um povo de sacerdotes que reinará sobre a terra; em João Batista o Reino exige que as pessoas se arrependam, o que vai desembocar na prática da solidariedade; na fala de Jesus, que confirma João, o Reino é um sistema onde o poder é o serviço; é um lugar que só pode ser visto do lado de dentro, pois, tanto para ver como para entrar a pessoa tem de nascer de novo, logo, só vê se entrar, então, quem viu, viu do lado de dentro; e só pode participar dele quem rompeu com tudo para viver apenas por ele; é um lugar onde só a vontade de Deus é feita; é uma realidade a ser vivida e a ser aguardada, assim como, uma mensagem a ser anunciada prioritariamente aos pobres.
Na fala de Paulo, o Reino é um estado de alegria, paz e justiça, onde o trabalhador é o primeiro a desfrutar de seu trabalho; onde quem colheu de mais não tem sobrando e quem colheu de menos não passa necessidade, e todos trabalham para acudir ao necessitado.
A Igreja é o povo do Reino, que o vive e o sinaliza. Ser ético, então, para a Igreja, é ser coerente na história, em meio a sociedade, com a complexidade de sua natureza e finalidade. Em que músicas, leituras e orações, mesmo, nosso compromisso como povo do reino aparece? A ética começa na liturgia, na forma como nós apresentamos o nosso culto a Deus.
A gente é ético no contexto onde a gente vive. O nosso contexto é o Brasil, país de contrastes perversos: uma das maiores economias e um dos piores índices de distribuição dessa riqueza; uma tecnologia desenvolvida ao lado dos piores índices de alfabetização e de aquisição de cultura; uma das arquiteturas mais reconhecidas e respeitadas ao lado de um dos maiores de índices de déficit habitacional e de submoradias; um dos maiores territórios do planeta, com terras das mais férteis ao lado dos piores índices de distribuição de terra; uma das mais eficazes agriculturas ao lado da fome e da subnutrição; uma medicina das mais desenvolvidas ao lado de índices estarrecedores de mortalidade infantil.
Temos uma das legislações mais avançadas na área dos direitos humanos ao lado de graves índices de violência contra a mulher, abuso de crianças e adolescentes e prática de tortura; um dos códigos penais de maior senso humanitário ao lado de um dos sistemas carcerários mais aviltantes e degradados; uma das democracias raciais mais celebradas ao lado de um racismo pérfido, pois, sutil, não confessado e disfarçado de problema sócio-econômico, onde o negro, cantado em prosa e verso, não consegue ser cidadão e está condenado à pobreza e a ignorância.
Temos uma das constituições mais avançadas ao lado dos piores e mais corruptos políticos encontrados numa nação classificada entre as modernas; um dos sistemas de votação mais avançados ao lado de um processo eleitoral marcado pela preponderância do poder econômico e por vícios que perpetuam no poder uma casta de caudilhos, sistema onde se tem a obrigação do voto mas não se tem o direito de veto, onde o eleito pelo povo transforma o mandato em patrimônio pessoal e fonte de riqueza; uma cultura marcada pela criatividade ao lado de um mercado cultural colonizado e emprobecedor; um dos povos que mais confessam a existência de Deus ao lado de uma vergonhosa manipulação religiosa e de arraigadas práticas de superstição, que o tornam prisioneiro de forças malignas.
O que significa agir de forma coerente à nossa natureza e finalidade num contexto desse?
A face mais visível e, aparentemente, a que mais cresce da igreja brasileira ao invés de denunciar a injustiça social e propor e viver uma economia solidária, passou a pregar uma teologia que sustenta a desigualdade ao afirmar que a riqueza deveria ser o alvo do crente, e que o caminho é a fé atestada pelo nível de contribuição e pela capacidade de arbitrar, por decreto, sobre o que Deus deve fazer.
Ao invés de denunciar a miséria e a dívida do estado para com os excluídos passou a denunciar a provável pequena fé dos desgraçados; ao invés de socorrer aos enfermos, enquanto denunciava o descaso, começou a apregoar uma cura instantânea para aqueles que, com um certo tipo de fé, freqüentarem o ministério certo.
Ao invés de combater o racismo passou a estigmatizar como maligna tudo o que se relaciona com a cultura negra, como se o demônio fosse negro e, portanto, tudo o que é negro fosse demônio.
Ao invés de denunciar a corrupção passou a fazer negociatas com sórdidos representantes da camarilha que mantém o país no subdesenvolvimento, assim como, a participar, sem restrições, do jogo político, cassando o direito político de suas ovelhas, pelo constrangimento, para que votem nos candidatos escolhidos pelos líderes; líderes que ao invés de praticarem o serviço para que se forme uma comunidade, tornaram-se caudilhos que se locupletam às custas da boa fé, de gente que apenas queria Deus.
Líderes e que se escondem em títulos pomposos enquanto transformam a igreja numa cultura de massas fácil de manobrar; ao invés de pregar a graça que foi de modo abundante derramada através de Cristo Jesus, passaram a demandar sacrifícios acompanhados de doações cada vez mais constrangidas, para que o fiel se tornasse apto para receber a bênção desejada.
Líderes que ao invés de promoverem a mansa espiritualidade do cordeiro, promoveram a esquizofrênica espiritualidade do leão, que tenta transformar em “já” o “ainda não” do reino, enquanto transforma o “já” do reino em “nunca”; ao invés de viverem, sinalizarem e anunciarem o reino, passaram a caçar os principados e potestades nas regiões celestiais, ora localizando e derrubando os seus postes ídolos, ora ungindo de alguma forma criativa a cidade, inaugurando o que James Houston chamou de evangelização cósmica.
Líderes que ao invés de fomentarem o surgimento da comunidade do Reino, importaram modelos de agrupamento que aumentam a produtividade da igreja na promoção do crescimento numérico, que passou a ser aval de benção divina; ao invés de pregarem e praticarem a vitória de Cristo na cruz e na ressurreição sobre todos os agentes do mal, passaram, de um lado, a pregar uma teologia que mais infundia medo do que fé, e, de outro lado, a, segundo, o articulista Ricardo Machado, umbandizarem as igrejas.
É claro que tivemos problemas éticos em outros segmentos de igreja, sim, porque Igreja Brasileira é uma categoria ideológica evocada nas generalizações; o que existe, de fato, é uma gama de Igrejas no Brasil, não estou falando das divisões denominacionais, que, aliás estão desfiguradas, mas, dos vários jeitos de ser igreja, que acabam, por se constituir em segmentos estanques entre si.
Houve segmento que, diante dessa realidade cruel recrudesceu o fundamentalismo legalista e alienado, outro houve que assumiu a igreja como uma empresa, sonhando também com impérios, e passou a importar modelos de gerenciamento que a organizasse, desenvolvesse excelência ministerial, e produzisse crescimento, usando, muitas vezes, o princípio do “apartheid”; e as ovelhas foram feitas mão de obra e os pastores foram feitos gerentes de programa.
Graças a Deus, porém, não precisamos entrar em desespero, pois, a crise na fé cristã não é o pecar é o não se arrepender. E há sinais de arrependimento. Pois há o outro lado: Jesus Cristo não diz apenas: “vós não sabeis de que espírito sois”, diz, também: “vinde benditos de meu pai”.
Nos vários segmentos da igreja, a resposta apareceu: pipocaram programas de ação social, creches, distribuição de cestas básicas, distribuição de alimentos para moradores de rua, entre outros. Os programas começaram assistencialistas, mas, pouco a pouco, foram se tornando mais voltados para soluções estruturais.
Milhares de ONGs foram criadas com as mais diferentes finalidades de cunho social: escolas, casas-lar, programas de desenvolvimento comunitário, programas de alfabetização, e muito mais. Um leve mas decisivo movimento do Espírito tem se feito sentir cada vez mais, o interesse de grupos dos vários segmentos em se ajuntarem numa frente evangélica pela inclusão social.
É crescente interesse dos jovens, pastores e leigos, no significado dessa resposta, na retomada da questão da espiritualidade, iniciada por parte do segmento da missão integral, nos fazendo revisitar a patrística, nos encorajando a repensar o fazer pelo fazer. São sinais que evidenciam esse movimento discreto mas firme do Espírito de toda a consolação, que nos está reconduzindo a coerência.
É daqui que temos de continuar. Temos uma teologia para desenvolver, precisamos, sob essa nova ótica, repensar a teologia sistemática e a identidade protestante; temos uma espiritualidade para retomar, a espiritualidade do Cordeiro; temos uma igreja para edificar, de modo que, pelo menos nela, todas as raças e classes desapareçam dando lugar à única raça que Deus criou, a raça humana; e, com o fim das classes, todos sejam gente como gente tem de ser, à imagem de Jesus de Nazaré.
Temos um país para influenciar, temos profecia a proferir. Precisamos refletir, a partir dessa compreensão teológica, sobre o labor político e partidário; sobre economia; sobre genética; sobre bioengenharia; sobre a globalização, sobre a chamada pós-modernidade, sobre a nova sexualidade, sobre a fermentação religiosa, sobre o desafio do Islã, sobre formas de fazer entendida a mensagem da cruz, num mundo em mutação; sobre a questão agrária e o meio ambiente; sobre a urbanização na América Latina; sobre a relação da igreja com o estado.
Temos de retomar o movimento de missão transcultural,dentro e fora de nossas fronteiras.
Temos de nos encontrar mais, trabalhar mais juntos, abrir o círculo para que novos não só sejam atraídos, como já o estão sendo, mas, para que se sintam bem vindos e em casa. Temos um reino para viver e para manifestar. E não estamos sós: o Senhor Jesus está onde sempre esteve, reinando sobre sua Igreja e sobre todo o universo; e o Espírito Santo está aqui, pairando sobre o caos, soprando vida, levando a Igreja que está no Brasil a um avivamento que ainda não conheceu, o avivamento que chama à história o clamor de Jesus, retratado por Lucas: “Bem aventurados os pobres porque deles é o Reino de Deus."
Ariovaldo Ramos
" Vós não sabeis de que espírito sois. " disse Jesus em Lc 9.55, aos irmãos Tiago e João, que, quando perceberam que uma aldeia de Samaria se recusava a permitir a passagem de Jesus, perguntaram-lhe se gostaria que pedissem ao Pai que mandasse fogo do céu para destruir aquela vila. Jesus explicou que o filho do homem não veio para destruir o alma dos homens, mas para salvá-los.
Jesus estava ensinando ética para os seus discípulos. O que eles sugeriram não combinava com caráter da obra, da pessoa e da natureza de Cristo. Ética é isso, a coerência entre meio e o fim. Sei que há muitas outras definições possíveis, mas, ficarei com esta, que aponta para a finalidade e a natureza como norte. O meio pode ser um pensamento, uma motivação, uma atitude, um ato, etc..
Tiago e João faltaram com a ética porque não entenderam quem eram, portanto, não sabiam como se portar. Porque quem não sabe quem é e para o que existe, não sabe o que pensar, que motivação deve ter ou aceitar, que atitude deve acalentar, que ação deve tomar. Jesus, ao contrário desses discípulos, sabia quem era, se chamou de o filho do homem, sabia que era o grande representante da humanidade, o modelo de gente e o único caminho para a nossa salvação. Jesus sabia, assim, exatamente, como deveria se portar em todos os sentidos.
Para falar sobre a relação entre a igreja e a ética, temos de entender o que é a igreja. A igreja é a comunhão dos seres humanos que receberam a mesma revelação que Pedro e que, portanto, adora a Jesus. A revelação que Pedro recebeu foi de que Cristo é o filho do Deus vivo, portanto, é Deus, e Deus a gente adora. Adorar a Cristo é proclamá-lo, ele, a encarnação da virtude de Deus e imitar Jesus de Nazaré. Porque o João disse que quem diz estar nele deve andar como ele andou, e Paulo disse, de si mesmo, que ele era um imitador de Cristo, e que nós deveríamos seguir seu exemplo, disse, também, que vivia para anunciá-lo.
Assim, a igreja é a comunhão de pessoas que, individual e comunitariamente, no poder do Espírito, imitam e anunciam a Jesus de Nazaré, o Cristo, no seu dia-a-dia, em tudo o que fazem. O Cristo que a gente imita é o Cristo que habitou entre nós. Porque Paulo disse que a gente devia contemplar a glória do senhor e não o senhor da glória; e a glória do senhor é Jesus de Nazaré, o Cristo, fazendo da vontade e comunhão com Deus a sua comida e bebida, e andando por todos os lugares fazendo o bem para todas as pessoas.
Também, temos de nos lembrar de que, quando João estava nas regiões celestes chorando porque não havia quem pudesse tomar o livro da mão daquele que estava sentado no trono, um ancião apontou para ele o leão da tribo de Judá, porém, tudo o que ele conseguiu ver foi o Cordeiro que foi morto. O céu pode falar do leão, porém, a gente só vê o Cordeiro, se temos de imitar alguém, só podemos fazer isso em relação a alguém que a gente pode observar, e a gente vê o Cordeiro, portanto, só dá para imitar o Cordeiro.
A espiritualidade cristã não é a do leão mas, a do Cordeiro. Isso deveria influenciar a nossa liturgia, de modo que tanto as nossas músicas como os demais movimentos litúrgicos deveriam nos mostrar o Cordeiro, que foi morto e que ressuscitou ao terceiro dia, em sua devoção ao Pai e serviço aos homens.
A igreja também é um homem coletivo, Paulo disse que Jesus Cristo criou, nele mesmo, um Novo Homem, esse novo homem é fruto da reconciliação entre judeus e gentios. Recordemos que, para a mentalidade judaica, o mundo estava dividido em dois grupos: judeus e gentios. O que os separava era a compreensão e o relacionamento com Deus, os judeus sabiam de tudo sobre Deus e com ele tinham comunhão, os gentios, por sua vez, não tinham nada, estavam sem Deus no mundo e, portanto, sem senso de finalidade e sem esperança. Jesus Cristo ao apresentar-se a ambos como a única possibilidade de realmente se ter acesso às promessas de Deus, colocou-os numa mesma base, acabou a briga, tanto um quanto o outro precisam de Cristo para ter Deus.
A medida que judeus e gentios vão admitindo isso, e se rendendo a Jesus, passam a formar a nova humanidade, porém, com uma diferença significativa em relação a anterior, são habitação do mesmo Espírito e passam a se amar tanto que essa unidade, o homem coletivo, fruto desse Espírito, aparece. E a imagem e semelhança da Trindade é plenamente manifestada.
Então, viver a Igreja é fomentar o surgimento dessa comunidade que manifesta essa unidade. Isso, também, deveria dar o tom de nossa liturgia; vocês já se deram conta de quantas músicas nós cantamos enfatizando a primeira pessoa do singular, eu, eu, eu... onde está o nós?, quando vamos aprender a nos ver a partir da comunidade?
E tem mais, a igreja também está identificada com o Reino de Deus. Em Daniel o Reino é um domínio exercido por um povo que nunca o perderá; em Apocalipse é um povo de sacerdotes que reinará sobre a terra; em João Batista o Reino exige que as pessoas se arrependam, o que vai desembocar na prática da solidariedade; na fala de Jesus, que confirma João, o Reino é um sistema onde o poder é o serviço; é um lugar que só pode ser visto do lado de dentro, pois, tanto para ver como para entrar a pessoa tem de nascer de novo, logo, só vê se entrar, então, quem viu, viu do lado de dentro; e só pode participar dele quem rompeu com tudo para viver apenas por ele; é um lugar onde só a vontade de Deus é feita; é uma realidade a ser vivida e a ser aguardada, assim como, uma mensagem a ser anunciada prioritariamente aos pobres.
Na fala de Paulo, o Reino é um estado de alegria, paz e justiça, onde o trabalhador é o primeiro a desfrutar de seu trabalho; onde quem colheu de mais não tem sobrando e quem colheu de menos não passa necessidade, e todos trabalham para acudir ao necessitado.
A Igreja é o povo do Reino, que o vive e o sinaliza. Ser ético, então, para a Igreja, é ser coerente na história, em meio a sociedade, com a complexidade de sua natureza e finalidade. Em que músicas, leituras e orações, mesmo, nosso compromisso como povo do reino aparece? A ética começa na liturgia, na forma como nós apresentamos o nosso culto a Deus.
A gente é ético no contexto onde a gente vive. O nosso contexto é o Brasil, país de contrastes perversos: uma das maiores economias e um dos piores índices de distribuição dessa riqueza; uma tecnologia desenvolvida ao lado dos piores índices de alfabetização e de aquisição de cultura; uma das arquiteturas mais reconhecidas e respeitadas ao lado de um dos maiores de índices de déficit habitacional e de submoradias; um dos maiores territórios do planeta, com terras das mais férteis ao lado dos piores índices de distribuição de terra; uma das mais eficazes agriculturas ao lado da fome e da subnutrição; uma medicina das mais desenvolvidas ao lado de índices estarrecedores de mortalidade infantil.
Temos uma das legislações mais avançadas na área dos direitos humanos ao lado de graves índices de violência contra a mulher, abuso de crianças e adolescentes e prática de tortura; um dos códigos penais de maior senso humanitário ao lado de um dos sistemas carcerários mais aviltantes e degradados; uma das democracias raciais mais celebradas ao lado de um racismo pérfido, pois, sutil, não confessado e disfarçado de problema sócio-econômico, onde o negro, cantado em prosa e verso, não consegue ser cidadão e está condenado à pobreza e a ignorância.
Temos uma das constituições mais avançadas ao lado dos piores e mais corruptos políticos encontrados numa nação classificada entre as modernas; um dos sistemas de votação mais avançados ao lado de um processo eleitoral marcado pela preponderância do poder econômico e por vícios que perpetuam no poder uma casta de caudilhos, sistema onde se tem a obrigação do voto mas não se tem o direito de veto, onde o eleito pelo povo transforma o mandato em patrimônio pessoal e fonte de riqueza; uma cultura marcada pela criatividade ao lado de um mercado cultural colonizado e emprobecedor; um dos povos que mais confessam a existência de Deus ao lado de uma vergonhosa manipulação religiosa e de arraigadas práticas de superstição, que o tornam prisioneiro de forças malignas.
O que significa agir de forma coerente à nossa natureza e finalidade num contexto desse?
A face mais visível e, aparentemente, a que mais cresce da igreja brasileira ao invés de denunciar a injustiça social e propor e viver uma economia solidária, passou a pregar uma teologia que sustenta a desigualdade ao afirmar que a riqueza deveria ser o alvo do crente, e que o caminho é a fé atestada pelo nível de contribuição e pela capacidade de arbitrar, por decreto, sobre o que Deus deve fazer.
Ao invés de denunciar a miséria e a dívida do estado para com os excluídos passou a denunciar a provável pequena fé dos desgraçados; ao invés de socorrer aos enfermos, enquanto denunciava o descaso, começou a apregoar uma cura instantânea para aqueles que, com um certo tipo de fé, freqüentarem o ministério certo.
Ao invés de combater o racismo passou a estigmatizar como maligna tudo o que se relaciona com a cultura negra, como se o demônio fosse negro e, portanto, tudo o que é negro fosse demônio.
Ao invés de denunciar a corrupção passou a fazer negociatas com sórdidos representantes da camarilha que mantém o país no subdesenvolvimento, assim como, a participar, sem restrições, do jogo político, cassando o direito político de suas ovelhas, pelo constrangimento, para que votem nos candidatos escolhidos pelos líderes; líderes que ao invés de praticarem o serviço para que se forme uma comunidade, tornaram-se caudilhos que se locupletam às custas da boa fé, de gente que apenas queria Deus.
Líderes e que se escondem em títulos pomposos enquanto transformam a igreja numa cultura de massas fácil de manobrar; ao invés de pregar a graça que foi de modo abundante derramada através de Cristo Jesus, passaram a demandar sacrifícios acompanhados de doações cada vez mais constrangidas, para que o fiel se tornasse apto para receber a bênção desejada.
Líderes que ao invés de promoverem a mansa espiritualidade do cordeiro, promoveram a esquizofrênica espiritualidade do leão, que tenta transformar em “já” o “ainda não” do reino, enquanto transforma o “já” do reino em “nunca”; ao invés de viverem, sinalizarem e anunciarem o reino, passaram a caçar os principados e potestades nas regiões celestiais, ora localizando e derrubando os seus postes ídolos, ora ungindo de alguma forma criativa a cidade, inaugurando o que James Houston chamou de evangelização cósmica.
Líderes que ao invés de fomentarem o surgimento da comunidade do Reino, importaram modelos de agrupamento que aumentam a produtividade da igreja na promoção do crescimento numérico, que passou a ser aval de benção divina; ao invés de pregarem e praticarem a vitória de Cristo na cruz e na ressurreição sobre todos os agentes do mal, passaram, de um lado, a pregar uma teologia que mais infundia medo do que fé, e, de outro lado, a, segundo, o articulista Ricardo Machado, umbandizarem as igrejas.
É claro que tivemos problemas éticos em outros segmentos de igreja, sim, porque Igreja Brasileira é uma categoria ideológica evocada nas generalizações; o que existe, de fato, é uma gama de Igrejas no Brasil, não estou falando das divisões denominacionais, que, aliás estão desfiguradas, mas, dos vários jeitos de ser igreja, que acabam, por se constituir em segmentos estanques entre si.
Houve segmento que, diante dessa realidade cruel recrudesceu o fundamentalismo legalista e alienado, outro houve que assumiu a igreja como uma empresa, sonhando também com impérios, e passou a importar modelos de gerenciamento que a organizasse, desenvolvesse excelência ministerial, e produzisse crescimento, usando, muitas vezes, o princípio do “apartheid”; e as ovelhas foram feitas mão de obra e os pastores foram feitos gerentes de programa.
Graças a Deus, porém, não precisamos entrar em desespero, pois, a crise na fé cristã não é o pecar é o não se arrepender. E há sinais de arrependimento. Pois há o outro lado: Jesus Cristo não diz apenas: “vós não sabeis de que espírito sois”, diz, também: “vinde benditos de meu pai”.
Nos vários segmentos da igreja, a resposta apareceu: pipocaram programas de ação social, creches, distribuição de cestas básicas, distribuição de alimentos para moradores de rua, entre outros. Os programas começaram assistencialistas, mas, pouco a pouco, foram se tornando mais voltados para soluções estruturais.
Milhares de ONGs foram criadas com as mais diferentes finalidades de cunho social: escolas, casas-lar, programas de desenvolvimento comunitário, programas de alfabetização, e muito mais. Um leve mas decisivo movimento do Espírito tem se feito sentir cada vez mais, o interesse de grupos dos vários segmentos em se ajuntarem numa frente evangélica pela inclusão social.
É crescente interesse dos jovens, pastores e leigos, no significado dessa resposta, na retomada da questão da espiritualidade, iniciada por parte do segmento da missão integral, nos fazendo revisitar a patrística, nos encorajando a repensar o fazer pelo fazer. São sinais que evidenciam esse movimento discreto mas firme do Espírito de toda a consolação, que nos está reconduzindo a coerência.
É daqui que temos de continuar. Temos uma teologia para desenvolver, precisamos, sob essa nova ótica, repensar a teologia sistemática e a identidade protestante; temos uma espiritualidade para retomar, a espiritualidade do Cordeiro; temos uma igreja para edificar, de modo que, pelo menos nela, todas as raças e classes desapareçam dando lugar à única raça que Deus criou, a raça humana; e, com o fim das classes, todos sejam gente como gente tem de ser, à imagem de Jesus de Nazaré.
Temos um país para influenciar, temos profecia a proferir. Precisamos refletir, a partir dessa compreensão teológica, sobre o labor político e partidário; sobre economia; sobre genética; sobre bioengenharia; sobre a globalização, sobre a chamada pós-modernidade, sobre a nova sexualidade, sobre a fermentação religiosa, sobre o desafio do Islã, sobre formas de fazer entendida a mensagem da cruz, num mundo em mutação; sobre a questão agrária e o meio ambiente; sobre a urbanização na América Latina; sobre a relação da igreja com o estado.
Temos de retomar o movimento de missão transcultural,dentro e fora de nossas fronteiras.
Temos de nos encontrar mais, trabalhar mais juntos, abrir o círculo para que novos não só sejam atraídos, como já o estão sendo, mas, para que se sintam bem vindos e em casa. Temos um reino para viver e para manifestar. E não estamos sós: o Senhor Jesus está onde sempre esteve, reinando sobre sua Igreja e sobre todo o universo; e o Espírito Santo está aqui, pairando sobre o caos, soprando vida, levando a Igreja que está no Brasil a um avivamento que ainda não conheceu, o avivamento que chama à história o clamor de Jesus, retratado por Lucas: “Bem aventurados os pobres porque deles é o Reino de Deus."
Abraços, Sandrão.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Cultive essa amizade
Cultive essa amizade
Por Ariovaldo Ramos
Jo 20.1-18
Você já esteve numa situação em que não consegue entender o que está acontecendo, e tudo à volta não faz sentido?
Penso que era assim que Maria estava se sentindo. Ela fora embalsamar o corpo de Jesus e encontrou o túmulo vazio, concluiu que o haviam roubado, pois, nada mais fazia-lhe sentido.
Você já esteve numa situação em que não consegue enxergar nada e, depois que a coisa passa, percebe que tudo estava na “cara”?
Dois anjos apareceram para Maria e, depois, o Senhor, e ela não os reconheceu. Ela fora buscar um corpo a ser embalsamado, não estava pronta para encontrar um Deus para ser adorado. Foi derrotada por sua expectativa.
Acho que é assim, a gente fica tão preso na crise que não consegue ver nada que a contradiga; e pode, a exemplo de Maria, vir a chorar diante de algo que nos devia fazer vibrar. Ela não viu a ressurreição por pensar que a morte era a última palavra.
Salvou-a o fato de Jesus (que ela pensava ser o jardineiro) tê-la chamado pelo nome, pois, ao invés de se espantar que um desconhecido soubesse seu nome (o que seria lógico), reconheceu o Mestre. Certamente, não por ouvir seu nome, mas, pela forma como fora dito, só Jesus o pronunciava daquela forma. Sua comunhão com Jesus a salvou de ser derrotada pela aparente crise.
Só a comunhão com Cristo pode levar-nos a reconhecê-lo em meio a crise; e só o Senhor pode conduzir-nos para além do limite que equivocadas expectativas impõem, e salvar-nos de sermos derrotados pela crise.
Cultive essa amizade com o Cristo, ela o fará ver tudo a partir da ressurreição.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Contar com Cristo e começar de novo
Contar com Cristo e
começar de novo
Lucas 7. 37-48
Convidou - o um dos fariseus para que fosse jantar com ele.
Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. E eis que uma mulher da
cidade, pecadora, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um
vaso de alabastro com ungüento; e, estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os
com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os
ungia com o ungüento. Ao ver isto, o fariseu que o convidara disse consigo
mesmo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou,
porque é pecadora. Dirigiu-se Jesus ao fariseu e lhe disse: Simão, uma coisa
tenho a dizer-te. Ele respondeu: Dize - a, Mestre. Certo credor tinha dois
devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinqüenta. Não tendo
nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o
amará mais? Respondeu-lhe Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou.
Replicou-lhe: Julgaste bem. E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês
esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém,
regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Não me deste
ósculo; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés. Não me
ungiste a cabeça com óleo, mas esta, com bálsamo, ungiu os meus pés. Por isso,
te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas
aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama. Então, disse à mulher: Perdoados são
os teus pecados.
A mulher foi a Cristo para pedir-lhe perdão. Foi
contundente em sua declaração de arrependimento; parece que viu em Cristo uma
possibilidade de começar de novo.
Você já pensou nisso: começar de novo? Não seria
maravilhoso?
Essa é uma das coisas que mais me admira no
relacionamento com Jesus, a possibilidade de recomeçar a vida. Nem sempre
significa mudança das circunstâncias externas, porém, sempre significa mudança
das circunstâncias internas. O mundo à volta da gente pode não mudar um
milímetro, mas, a gente muda quilômetros. Ele nos limpa! O mundo pode continuar
em crise, mas, a crise não continua mais na gente. O mar pode continuar bravio,
porém, a gente passa a andar por sobre o mar. A vida da gente fica mais
importante que a crise e a gente tira a crise de "letra".
Do que será que aquela moça estava pedindo perdão?
A reação de Simão parece indicar que a menina não gozava de boa reputação.
Você! Se estivesse no lugar dela, do que pediria
perdão a Jesus Cristo?
Eu gostaria de sugerir que você pedisse perdão ao
Senhor pelo mesmo motivo que ela. Não precisa se ofender! Eu penso que a moça,
com aquele gesto estava dizendo a Jesus: "Olha o que eu deixei que a vida
fizesse de mim e comigo. Me perdoa, me dá um novo começo."
É assim mesmo: a gente vai vivendo displicentemente
e, sem se dar conta de nossa maldade inata, que, muitas vezes, manifesta-se de
maneira sutil, vai deixando a roda da vida nos esmagar. Um dia, a gente se
levanta sem coragem de olhar-se no espelho: não nos agüentamos mais, temos
vergonha daquilo que nos tornamos.
A gente acumula preconceitos; teimosias; raivas;
manias; mágoas; soberba; amargura; baixa estima; orgulhos; vaidades; mentiras;
frustrações; desesperanças; enganos; remorsos; depressões; vícios; inimizades e
tantas outras manifestações da maldade...
E agora? Façamos como a moça, vamos a Jesus Cristo,
ele tem perdão para oferecer: perdão que esquece e que instaura a vida, que
desperta amor, que gera um novo começo.
Por: Ariovaldo Ramos
terça-feira, 2 de abril de 2013
ENCONTRAR DEUS.
Deus existe, criou o universo, sua vontade é o padrão da criação, ou seja, tudo o que não anda conforme sua ordenação está em estado disfuncional. Ele está fora e dentro do universo, se revelou através do povo de Israel e, perfeitamente, em Jesus de Nazaré, por meio de cujo sacrifício salvou o universo salvando o homem de sua queda, e deixou um livro, a Bíblia, para explicar isso tudo.
Então, qual é o segredo? Por que relacionar-se com Deus se tornou algo tão cheio de burocracias? Por que a gente parece que tem de entrar num concurso vestibular para realmente alcançar o conhecimento de Deus? Não seria muito mais lógico explicar para as pessoas o que significou todo o movimento de Deus para salvar a humanidade, e toda a criação, e coloca-las em contato com Ele e pronto?
Qual é a dificuldade para falar com Deus, se Ele é a maior realidade do universo? Para que tantos intermediários? Por que tanto templo e tanto ritual? Se basta dois ou três reunidos em nome de Jesus, e, pronto: eis a Igreja instalada? Uma vez que Deus é mais real do que o ar que respiramos, por que tanta celeuma, tanto sacerdote? Se estes dois ou três são suficientes para que haja eucaristia e batismo? Já pensou se fosse assim para respirar o ar? Certamente estaríamos todos mortos por asfixia! E se Deus está perto de todos os que o invocam, por que não simplesmente invocá-lo, sabendo que Ele está em todo o lugar, e que Cristo abriu o caminho de contato com ele?
Tem mais, há alguém que, porventura, fica a repetir o tempo todo, oh ar, que bom que você está aqui para que eu possa respirá-lo? Ora, a gente simplesmente respira. Por que com Deus não é assim? Por que a gente não o vive simplesmente, sabendo que nele estamos todos, que podemos invocá-lo a toda hora?
Sabe, há muita embromação religiosa em torno do relacionamento com Deus, muita coisa acrescentada por gente que quer ganhar alguma coisa com o relacionamento necessário entre o ser humano e Deus. Acho que esse é outro tipo de abuso para o qual temos de estar atentos. Como pode haver casas especiais para encontrar Deus, se ele está em todo o lugar, e, principalmente, perto de todos os que o invocam? E como pode existir tanta gente de especial relacionamento com Deus, que tem de ser acionada para que Deus possa ouvir o que espera ouvir, se o único mediador entre o Pai Eterno e o ser humano é Jesus Cristo? Sei não, mas acho que tem alguma coisa errada nesse “imbróglio” todo.
Por Ariovaldo Ramos
segunda-feira, 18 de março de 2013
CARTA DE PAULO AOS ROMANOS
CARTA
DE PAULO AOS ROMANOS
Escrita
aproximadamente entre 55dC e 57dC, “a carta de Paulo aos romanos tem sido
considerada como a chave de Deus para a compreensão de toda a Escritura. Nela
Paulo alinhava os grandes temas da Bíblia – pecado, lei, julgamento, destino
humano, fé, obras, graça, justificação, santificação, eleição, o plano da
salvação, a obra de Cristo e do Espírito, a esperança cristã, a natureza e vida
da igreja, o lugar do judeu e do não judeu nos propósitos de Deus, a filosofia
da igreja e a história do mundo, o significado e a mensagem do Antigo
Testamento, os deveres da cidadania cristã e os princípios da retidão e
moralidade pessoal. Romanos nos abre uma perspectiva através da qual a paisagem
completa da Bíblia pode ser vista e a revelação de como as partes se encaixam
no todo se torna clara. O estudo de Romanos é vitalmente necessário para a
saúde e entendimento espiritual do cristão.”1 Paulo não conhece a igreja em
Roma, entretanto, intentando ir à Espanha, evangelizar, (Rm 15.24) espera
visitá-la no caminho, assim como tê-la como um apoio em sua empreitada. É uma
carta para apresentar-se, isto é, discorrer sobre seu ministério e entendimento
do evangelho, que são suas credenciais, assim como solicitar apoio financeiro e
logístico para sua viagem missionária até a Espanha. Viagem esta que nunca
aconteceu, Paulo foi a Roma como prisioneiro e lá foi morto.
1
Bíblia de Estudo de Genebra – introdução à epístola de Paulo aos romanos – pg
1316-1317 – Editora Cultura Cristã – Sociedade Bíblica do Brasil – 1999. 2 Op.
cit. pg 1316 3 Calvino, João – Romanos – Comentário à Sagrada Escritura – pg 42
– Edições Paracletos – 1997 4 Calvino, João – Romanos – Comentário à Sagrada
Escritura – pg 44 – Edições Paracletos – 1997. 5 Bíblia na Linguagem de Hoje –
SBB.
“O
fato da fé dos cristãos de Roma ser bem conhecida (Rm 1.8) e o desejo de Paulo
de visitá-los há um bom tempo (Rm 1.13) indicam que a fé cristã tinha sido
estabelecida na capital do império há bastante tempo. Estes fatos são apoiados
pelas palavras do historiador romano Suetônio, que diz que Cláudio já tinha
expulsado os judeus (em 49dC) por terem criado um tumulto ‘por causa de um tal
Cresto’ (evidentemente uma referência a Cristo). Visitantes de Roma estavam
presentes no Dia de Pentecostes (At 2.10-11) e podem ter sido os primeiros a
levarem as boas novas à cidade. Por causa da importância estratégica da cidade
e do grande número de judeus que lá vivia, a mensagem do evangelho deve ter
chegado a Roma como que atraída por um ímã. Apesar da tradição, é certo que a
igreja não foi fundada Pedro. A ausência de qualquer referência a Pedro ou aos
outros apóstolos indica que a igreja romana não vivenciou um ministério
apostólico direto.”2 Parte 1 A epístola aos romanos – uma carta para
hoje. Texto bíblico – Rm 1. 18-32 Texto áureo – Rm 1. 16-17 O retrato do pecado
ontem e hoje Introdução (Rm 1.1-7)
A apresentação de Paulo:
1- Paulo se apresenta como servo de
Cristo, chamado para ser apóstolo (v 1). Qualquer ministério deve ser fruto da
disponibilidade em servir a Cristo. Separado para o evangelho de Deus (v 1) –
apóstolo: enviado para levar o evangelho de Cristo onde ele ainda não foi
anunciado ( Rm 15.20). O equivalente hoje ao termo apóstolo é o termo
missionário.
2- Expõe as bases das boas novas que
anuncia: as promessas dos profetas (v 2) e o cumprimento cabal dessas profecias
em Jesus Cristo, tanto na vida, como na morte, como na ressurreição. O que
tornou Cristo Senhor (v4). Paulo deixa claro que apresenta Jesus Cristo como o
Messias profetizado pelos profetas, que seria filho de Davi, que, porém, pelo
fato de ter ressuscitado dentre os mortos foi designado Filho de Deus. “Paulo
está dizendo que o poder da ressurreição representava o decreto pelo qual, como
se acha no Salmo 2.7, Cristo foi declarado Filho de Deus: “Neste dia eu te
gerei.3 ”
3- Deixa claro que isto é obra de
Deus que lhe deu a graça capacitadora e o apostolado que é o ministério que
essa graça veio tornar possível. “A tradução recebi graça para ser apóstolo seria
preferível.”4 Outra lição: a graça vem sobre nós não apenas para nos salvar,
mas, para nos por a serviço de Deus.
4- Deus fez isto por amor ao Seu
Nome, para que Ele fosse conhecido pelos gentios, isto é, para que os gentios
tivessem a oportunidade de receber fé, porque “a fé vem por ouvir a mensagem, e
a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo” (Rm 10.17)5; para que
pela fé pudessem obedecer a Deus, isto é, não só tivessem a oportunidade de,
pela fé que receberiam, submeterem-se a Deus, como, pela fé, receberem a graça
que lhes permitiria viver em obediência ao Senhor. “De fato, sem fé é
impossível agradar a Deus (Hb 11.6)”
5-
Paulo encerra a sua apresentação falando de seu amor para os que estão em Roma,
reconhecendo que também eles estão entre os que Deus chamou para viverem
exclusivamente para Ele, que é o signifcado de ser santo. Sem a graça de Deus revelada
em Jesus Cristo, a paz é uma impossibilidade. É pela graça que somos perdoados,
o que nos coloca em paz com Deus, e é pela graça que perdoamos, alcançando paz
com todos. Só há paz onde há perdão.
I - Roma – o desafio da grande cidade (Rm 1.8-10) Roma, a cidade eterna, como era
designada, era uma cidade voltada ao prazer a qualquer preço, basta lembrar uma
das frases de Júlio César, no tocante a isso. Dizia ele: “Quero ser o homem de
todas as mulheres, e a mulher de todos os homens”. Quão difícil era viver como
cristão em meio a tais circunstâncias. Daí a expressão de gratidão de Paulo
pelo estilo de vida da Igreja em Roma, testemunhado pelas igrejas de todo o
mundo. Certamente referia-se à fidelidade em meio às tentações a que estavam
expostos, como à firmeza na fé frente à sempre presente possibilidade de
perseguição (eram tempos de Nero – 54dC – 64dC – primeiro imperador a perseguir
os cristãos). Referia-se também, provavelmente, a atuação dos cristãos na
cidade, o que tornava marcante sua presença. O que foi, no correr da história,
testemunhado pelo imperador Juliano (361dC – 363dC) que, embora inimigo do
cristianismo, atesta em carta a seu amigo Lucrécio a atuação dos cristãos em
favor dos pobres, tanto cristãos como não cristãos. Este é o desafio de todos
os cristãos urbanos (no Brasil, cerca de 80% da população vive nas cidades):
ser atuante na cidade sem se deixar envolver por ela, resistindo à tentação de
ser derrotado pelo isolacionismo e individualismo egoísta que a cidade
propicia. Insistindo em marcar sua presença pela prática da fé, com toda a
misericórdia implicada nisso.
Paulo
pede a Deus a oportunidade de visitá-los, mas, mais do que isto os têm sempre
como alvo de intercessão (forma veemente de atestar sua sinceridade6).Testemunho
da sua consciência quanto à dificuldade de se viver o cristianismo de modo
pleno em meio a um ambiente tão hostil. A vida urbana exige vigilância e
oração. Como sugerido por Cristo – “Vigiai e orai, para que não entreis em
tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mc 14.38
II - A pregação necessária para as grandes cidades (Rm
1.11-15)
6
Calvino, João – Op. cit. pg 50 7 Calvino, João – Op. cit. pg 54
Paulo,
apóstolo para os gentios (Rm 1.5), quer contribuir e receber contribuição. É a
mutualidade da Igreja. Recebemos dons de Deus para nos edificarmos uns aos
outros, nossos dons como dom de pregar a Palavra de Deus, por exemplo, e todas
as nossas habilidades são para a edificação do irmão e, consequentemente, da
Igreja. Todo encontro cristão deveria ser para a edificação, para consolo ou
exortação mútua, como quer Calvino7. Ajudemo-nos na caminhada cristã,
compartilhando a Palavra de Cristo, estimulemo-nos para não desfalecermos no
caminho, exortemo-nos para que rotas sejam corrigidas. É a esta edificação que
Paulo chama de fruto (Rm 1.13). Paulo tem sido impedido, Deus tem-lhe posto
outras prioridades mais prementes, como em At 16:9, 10. Ele, entretanto, estava
sempre pronto para anunciar o evangelho também em Roma (não só ajudar a Igreja
em Roma na tarefa da evangelização, como aprofundar o conhecimento dos irmãos
quanto ao evangelho). Como Paulo devemos estar sempre desejosos e prontos para
edificar os irmãos, como para anunciar o evangelho. Esta é a vida da Igreja.
Vida essa, ainda mais necessária no contexto urbano.
III – A degradação humana na grande cidade (Rm 1.
16-17) Talvez
em nenhum outro ajuntamento humano se faça sentir tanto a necessidade de
salvação quanto na cidade. Por sua insensibilidade e frieza a cidade põe o ser
humano a nu com suas fraquezas, instintos e deficiências morais. O mundo rural
tende a preservar os valores; o mundo urbano a desprezá-los em favor da
sobrevivência. Sobreviver torna-se mais importante do que preservar valores
ético-morais. Só o evangelho pode salvar o homem, com especialidade o homem
urbano, pois:
1- É o poder de Deus para regenerar
qualquer ser humano, assim como para libertá-lo de todo o poder do mal.
2- Não depende do ser humano, pois é
fruto de fé e fé é dom de Deus (Ef 2.8); a salvação é imerecida.
3-
E assim é porque Deus declara justificado aquele que crê. E no que crê aquele
que é justificado por Deus? Crê no fato de que a morte de Jesus Cristo pagou
pelos erros da humanidade e, consequentemente, pelos seus erros em particular.
IV – O ponto mais baixo a que desce a humanidade (Rm 1.18-21)
A ingratidão
leva o homem à impiedade que é a desconsideração total para com Deus e à
injustiça que é a desconsideração total para com o próximo. No Jardim, ao
oriente do Éden, escolhemos não existir, porém, o Senhor nos preservou a
existência. Escolhemos a maldade, porém, o Senhor enche nossos corações de
fartura e alegria (At 14.17). A vida, em todos os sentidos, é fruto da graça de
Deus, é um milagre. É Deus nos preservando para a possibilidade da salvação.
Mas a humanidade não o reconhece, substituindo gratidão por insatisfação e
fraternidade e a solidariedade que proveria a sobrevivência de todos por
egoísmo, o que provoca a ira justa de Deus.
V – Roma e as NY, Paris, Londres, SP, Rio de hoje (Rm
1.22-25)
O
ateísmo confesso ou pragmático é a tônica das grandes cidades modernas, a
sociedade atual perdeu a dimensão da transcendência, é adoradora de si mesma,
colocou a criatura no lugar do criador. Tal como Paulo descreve, fez-se como o
mundo 3 politeísta que o apóstolo denuncia. É preciso que os filhos de Deus
fiquem atentos, pois, os grandes centros urbanos cada vez mais estão sendo
marcados pela loucura que fez o ser humano crer-se auto-suficiente. Esse
ateísmo revela-se nos templos de consumo, na vaidade narcisista... As modernas
idolatrias.
Conclusão (Rm 1.26-32) Ao atentar para o estado moral das
sociedades modernas, o observador é tentado a pensar na possibilidade de Deus
lançar juízo sobre nossas megalópoles, porém, o que nem sempre se dá conta é
que este estado de coisas já revela o estado de juízo. O que o apóstolo está
descrevendo é o processo de juízo, por causa da ingratidão e do ateísmo
idólatra Deus entrega os homens às suas próprias paixões de modo que a maldade
da natureza caída da raça humana começa a ter livre curso. Só a graça de Deus
pode impedir que sejamos derrotados pelo mal em toda a sua extensão. Só o
evangelho pode salvar nossas cidades!
Pr: Ariovaldo Ramos
quinta-feira, 14 de março de 2013
A GRAÇA DE DEUS
A GRAÇA DE DEUS
Atos 17.22-31
Introdução
De acordo com C.S. Lewis, a graça de Deus é um conceito peculiar do
Cristianismo. Nenhuma outra tradição religiosa tem qualquer
equivalente à idéia de um Deus gracioso. A compreensão da graça de Deus é,
portanto, vital para a experiência e vivência da espiritualidade cristã.
1 – O que é a graça de Deus
1.1. A graça de Deus é a boa vontade de Deus, a pré-disposição
positiva de Deus, o desejo de abençoar, a intenção constante de fazer o bem e
agir com bondade em relação ao universo criado e a humanidade. [Êxodo 33.19;
Salmo 100.5; 2Crônicas 16.9; Jeremias 29:11; 33:3; Hebreus 4:16]
1.2. A graça de Deus é a interpelação, o apelo, o chamamento, o
convite, a insistente convocação de Deus para que a humanidade se renda à sua bondade.
[Hebreus 1.1,2; 3.7; 3.15; 4.7; Atos 14.16,17; 26.14]
1.3. A graça de Deus é o fluxo constante de amor e vida que sustenta o
universo e a humanidade. [Isaías 18.4; Atos 17.28; Romanos 11.33-36; Hebreus 1.3]
1.4. A graça de Deus é a força ativa, o poder abençoador, o impulso, o
empurrão que Deus imprime no universo e na humanidade para a existência e possibilidade
do bem e do bom. [1Coríntios 15.10; Filipenses 2.13,14; Colossenses 1.29]
1.5. A graça de Deus é o favor imerecido de Deus para com a humanidade.
[Mateus 5.45; Efésios 2.8-10; Tiago 1.17,18; 2Pedro 1.3]
1.6. A graça de Deus é a ação e o trabalho de Deus em favor do
universo e da humanidade. [Salmo 37.5; Isaías 64.4; Mateus 6.25-34; Filipenses
4.19; 1Pedro 5.7]
1.7. A graça de Deus é a oportunidade, chance, concessão, permissão, autorização
que Deus concede à humanidade para que experimente sua bondade e participe de
seus atos bondosos. [Isaías 55.6; 2Coríntios 8.1]
2 - As implicações da graça de Deus
2.1. A vida não se explica sem a graça de Deus: Deus tudo criou, tudo
sustenta e a todos concede vida e fôlego para que existam, inclusive em
rebeldia e de maneira contrária ao seu caráter Santo, Santo, Santo. O Deus
cristão é o Deus de toda a graça. [Isaías 6.1-5; Atos 17.24,25; 1Pedro 5.10]
2.2. A graça de Deus está presente inclusive onde a igreja ainda não
está e aonde o evangelho ainda não chegou. [Atos 10.31; 14.16,17]
2.3. O mundo, a humanidade e o futuro são viáveis pelo fato de estarem
sob a graça de Deus. Vale a pena fazer o bem, vale a pena semear para a justiça
e a paz, pois a mão de Deus está promovendo e agindo em cooperação para trazer
à existência o que é bom.
Considerações finais
Toda e qualquer experiência humana do amor; atos de justiça,
compaixão, e solidariedade; expressão ética e estética; a arte e a cultura; a
ciência, a tecnologia e o trabalho; as filosofias e sabedorias; a ordem, a
estrutura inteligente e a coerência lógica da realidade física, orgânica e
social; o prazer, a alegria e o contentamento; a superação, a possibilidade de
começar de novo,
e a inovação; a rebeldia contra a morte e tudo quanto a promove ou
representa; as possibilidades utópicas em relação ao futuro; a fé, a
esperança e a paz, se explicam pela graça de Deus.
A expressão máxima da graça de Deus é a presença de Jesus Cristo no
mundo, e tudo quanto com ele irrompe como possibilidade para a criação e a humanidade
como fruto de sua vida, morte e ressurreição. Jesus é cheio de graça e verdade
[João 1.14].
Para discussão em grupo
1. Alguém afirmou que a pregação da graça que não causa escândalo não
é pregação da graça. Você concorda?
2. Quais os perigos embutidos na afirmação da graça de Deus?
3. Como podemos nos proteger dos perigos inerentes à afirmação da
graça de Deus?
4. O que você pensa sobre a afirmação de que “a graça de Deus está
presente inclusive onde a igreja ainda não está e aonde o evangelho ainda não
chegou”?
5. Como esta compreensão da graça de Deus afeta sua vida?
Por,
Pr Ed René Kivitz.
Que Deus abençoe a todos com este estudo, abraços
– Sandrão.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Grupos de Discipulado em Buritama - SP
Grupo de Discipulado - ministério que visa o resgate da Igreja de Cristo em Atos. Eles se reuniam nos lares, tinham comunhão, fortaleciam um ao outro e muitos eram salvos.
Temos como missão nos reunir nos lares compartilhando a palavra, encorajando um ao outro, orando pelas necessidades, glorificando a Deus em tudo, e crescendo em graça e conhecimento diante dos homens e de Deus.
Toda Quinta-Feira às 20h, procure porque haverá uma casa próxima de você.
Maiores informações: (18) 3691-2433 ou renovadaburitama@hotmail.com
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